domingo, 8 de novembro de 2009

Robespierre e Danton discutem os rumos da Revolução Francesa.

Esta conversa entre Robespierre e Danton é trecho da obra cinematográfica "Danton e a Revolução" estrelada pelo ator e astro francês Gerard Depardieu (trecho abaixo do texto).

DANTON - Você isola a revolução, você a congelou! A cada dia recuamos mais.

ROBESPIERRE - O que quer que eu faça?

DANTON - Volte para a Terra, faça o que é correto.

ROBESPIERRE - Interrompo o ímpeto revolucionário e você mata a revolução.

DANTON - O povo quer comer e dormir em paz. Sem pão, não há leis, liberdade, justiça. Mande a merda os Comitês! Eu admiro você. Eu seguiria você mas não a qualquer custo.

ROBESPIERRE - Eu quero providenciar condições dignas de vida para 80% das pessoas. Isso é tudo.

DANTON (debochando e rindo) - Não faça discursos aqui!

ROBESPIERRE (indignado) - O quê?

DANTON - Não é tudo o que quer. Os homens não permanecem no poder por tanto tempo (provocando).

ROBESPIERRE (desafiando) - Você aspira ao poder?

DANTON - Eu não preciso, eu já o tenho. O único e real poder é aquele que vem do homem na rua. Eu o compreendo, ele me compreende. Nunca esqueça isso!

ROBESPIERRE - Eu não esqueço, mas não esqueça você que para torná-los felizes eu terei que parar com tudo.

DANTON (se levanta e parte para cima de Robespierre, esbravejando) - Você quer fazê-los felizes? Você não sabe nada sobre o povo! Quem pensa que é? Olhe pra você! Você não bebe, você está coberto de pó de arroz, espadas fazem você desmaiar, e dizem até que nunca tivera uma mulher!! Você fala para quem? Fazer os homens felizes!? Você nem é um homem. Eu vou te mostrar as pessoas, vamos andar um pouco pelas ruas.


domingo, 18 de outubro de 2009

REDE SOCIEDADE ALTERNATIVA - COM PROF. TIAGO MENTA (só falta você)




Então pessoal, entrem e façam deste espaço um espaço de todos nós, uma Sociedade Alternativa:
http://redeproftiagomenta.ning.com

Entre e acesse, torne-se um membro ativo de uma nova proposta, original e revolucionária.

sábado, 17 de outubro de 2009

DEIXA EU FALAR FILHO DA PUTA, LIBERDADE DE EXPRESSÃO!

Mais uma música sensacional, quando o Raimundos ainda existia e mantinha uma chama de rebeldia no rock brasileiro, com muita originalidade.
Segue, como de costume quando trabalho com música, o vídeo e a letra logo abaixo.
Para transformar é preciso rebeldia, sempre!




"DEIXA EU FALAR" - RAIMUNDOS

"É inverno no inferno e nevam brasas
Por favor escondam-se todos em suas casas
Pois o anjo caído voa com novas asas
Raimundos, Natirus, Black Alien
Quebrando a espinha de filhos da puta
Como num mergulho de águas rasas"

Foi mal, foi mal, foi mal ae véi
Se eu falei um monte de coisa que você não gosta
Com o microfone eu tenho a faca e o queijo
Olho o jornal, eu ouço rádio, eu só ouço bosta
E na TV eu não gosto de nada que eu vejo

Uma camisa de força tamanho mirim
Vai tem que me explicar tim-tim por tim-tim
Por que a lei só se aplica a mim
Perigo pra sociedade é o que me dizem
E penso comigo mesmo: porque não eu
Pra cuspir o pensar e taxarem de mim

"É inverno no inferno e nevam brasas
Por favor escondam-se todos em suas casas
Pois o anjo caído voa com novas asas
Raimundos, Natirus, Black Alien
Quebrando a espinha de filhos da puta
Como num mergulho de águas rasas"


Liberdade de expressão
Deixa eu falar filha da puta! Expressão

A livre expressão é o que constrói a nação
Independentemente da moeda ou sua cotação

Deixa eu falar filha da puta! Expressão

Preste atenção no que eu vou dizer
Consciência e rebeldia é o que eu preciso ter
Pois minha mente pede um HxCx ou reggae
A mensagem vem das ruas, não dá pra esconder

Eu tenho um segredo, já não tenho medo
Viver não vale nada se eu não me expressar
Seja certo ou errado, de cara ou chapado
Quem é calango do cerrado nunca vai muda

Liberdade de expressão
Deixa eu falar filha da puta! Expressão

A livre expressão é o que constrói a nação
Independentemente da moeda ou sua cotação

Deixa eu falar filha da puta! Expressão

De junho a junho eu nasço,
Eu morro de março a março
Presencio cenas impossíveis de traduzir para o cinema
Não perco atuações e atos
Nem quando abaixo para amarrar os cadarços
Espaço, espaço, preciso de espaço
Para mostrar para esses covardes
Seu crepúsculo de aço
Imperial, como Carlos eu passo
Conexão nordestina até Niterói
Morte e Vida Severina

Passando por Brasília, reis... (caralho!)